15.12

 Eu estava animada para o domingo.

De manhã foi tranquilo, depois saímos (minha mãe e eu) e fomos para a Av. Paulista, lá a gente queria achar uma superband e uma miniband, sabe? Aqueles elásticos para academia. Pedi para a minha treinadora da academia fazer um treino pra gente enquanto viajamos para não ficarmos completamente paradas. Eu estou com um pouco de preguiça disso, mas também não "andar para trás" com a academia mais do que já fiz esse último mês. Achamos as duas na Decathlon, não era super caro, mas deu mais de cem conto 💀. Depois fomos comer no restaurante vegano na paulista, minha mãe adora. Eu gosto muito de carne então lá é um pouco sem graça, mas quando tem massa boa.... wow, é muito bom.

Depois do restaurante fui para a Martins Fontes, achei um canto para sentar e um quadrinho do Avatar, não sei porque ele foi lançado agora sendo que o original foi lançado já tem tanto tempo. Li até a página 102 quando minha mãe pediu para pegar a sacola que ela esqueceu. Dali já perguntei de você, comprei os pacotinhos de carta e esperei no metrô.


Uma parte de mim estava com medo do que eu ia sentir quando te visse. Tristeza? Asco? Raiva? Atração?

Ficou entre o primeiro e último. Eu queria apoiar a cabeça no seu peito enquanto você me abraçava.

Mas isso não seria muito produtivo, não é? Precisamos encontrar um jeito disso funcionar.

Enquanto a gente pegava o metrô e ia juntos para o hotel eu sentia que você estava sem jeito, meio desesperado para eu tomar a dianteira e puxar assunto. não sei se você achou que eu estava brava ou algo assim. A verdade é que eu estava desconectada. Não estava ansiosa, eu estava perdida. Eu sabia o que eu tinha resolvido comigo mesma, mas na sua frente, com você tão desajeitado, eu também fiquei sem saber como seria o normal.

No quarto, eu aproveitei, eu aproveitei para te abraçar, te abracei de frente, de costas, te beijei e te fiz carinho. Vou sentir falta do seu corpo. Vou sentir falta de encostar em alguém tão livremente. 

Você estava nervoso. Você queria aproveitar também, mas estava nervoso, eu percebi. E está tudo bem. 

E você estava lindo.

Eu ficaria ali deitada com você te fazendo carinho o dia inteiro.

Depois de conversar e sair do hotel, você estava diferente. Meio triste, mas calmo. Pareceu entender melhor alguma coisa disso tudo.

Já no shopping a gente parecia... a gente. Na loja de coisas naturais eu me senti sua mulher tanto quanto sempre e ao mesmo tempo, não. Juntos, mas não conectados. 

Mas foi estranho quando o Nicolas chegou, claro. 

Honestamente eu tenho medo que alguém venha conversar e te convença de se afastar.

Mesmo que talvez seja o melhor para você... eu não conseguiria perder o que sobrou entre a gente. Não tão rápido.

No show, quando me chamaram para falar, eu olhei para você e não consegui. Não consegui expor você ou falar mal de você para eles. Não seria mais a gente fazendo piada da situação, seriam eles, que não sabem de nada e não deixam a gente falar nada por completo. Iam te colocar para baixo. Acabei contando a história da minha mãe que era o plano muito antes de eu terminar com você. Pareceu certo.





Mas aí aconteceu aquilo. E eu... entrei em pânico. Agora que sou só eu e ela, eu sinto que não tenho nem para onde correr. Se algo acontecer entre eu e ela, não tenho quem se importe ou acolha. Eu senti medo. Medo.

Você foi educado, deu apoio sem se meter. Agradeço. Realmente foi meu amigo ali. O que foi ótimo, era o que eu queria, certo? E ao mesmo tempo eu queria que você tivesse me abraçado e me acalmado antes de eu sair, perguntado de mim até ter certeza que eu estava bem. Eu realmente percebi que eu ia encarar as coisas daqui pra frente sozinha.

Já no carro, depois que consegui falar direito com ela, eu fiquei mais calma. Consegui falar com o 99 sobre coisas assim e ele super entendeu o conceito de "mãe quando dá aqueles 3 minutos". Eu cheguei, conversei com ela e só então percebi o quanto estava exausta.

E com vergonha. Vergonha de ter entrado em pânico. Vergonha de ter saído correndo.

Vergonha de não ter me comportado direito na última vez que vou te ver esse ano.

Me desculpe, por favor.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A vida está legal

07.02

06.01-11.01